UM AVÔ QUE QUERIA O NETO NA MARINHA
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domingo, 27 de setembro de 2026
A segunda metade do século XX, logo no início dos anos sessenta, começou para Portugal, no campo militar, com graves conflitos, nos territórios ultramarinos, ocupados desde há vários séculos, pelos exploradores e colonizadores Portugueses, seguramente, com o incentivo e apoio sistemático do governo de então.
Naturalmente que a História sobre a colonização portuguesa, bem como todas as consequências que ela provocou, ainda não está escrita, em toda a sua amplitude e verdade, nem esta reflexão pretende dar qualquer versão sobre um período que, hoje, pensa-se, não dignificou Portugal, nem honra os valores da democracia e da liberdade dos povos, poderem escolher os seus destinos.
Para os jovens Portugueses, a década de sessenta e até quase metade da de setenta, do século passado, foi um período de imensa preocupação, na medida em que, praticamente, só haveria duas alternativas: ou se emigrava, então e em força para França, Luxemburgo e Alemanha; ou se permanecia no país e se ficava sujeito à imposição do serviço militar obrigatório e, praticamente, com “Guia de Marcha” para ir combater numa das então colónias, sob jurisdição de Portugal, ninguém garantindo que se “livrava” de uma guerra, imposta pelo Governo de então, aos autóctones daqueles territórios.
As opções que cada jovem então tomou, não podem ser objeto de crítica negativa, mesmo perante aquelas pessoas que, atualmente, acusam que quem emigrou traiu a pátria, que foi para fugir à guerra; ou então, na perspetiva de quem acusa os jovens que optaram por cumprir o serviço militar e, invariavelmente, serem mobilizados para o então ultramar, designando-os de estarem ao serviço de um governo “fascista” e, defenderem um regime ditatorial.
Ambas as críticas serão, porventura, injustas, ilegítimas, no mínimo, e para usar um eufemismo, “inadequadas” porque cada jovem, tinha presente na sua consciência, os seus valores, a “liberdade”, relativa, de decidir qual o destino que gostaria de dar à sua vida: sujeitar-se a ser convocado para uma guerra; ou emigrar para construir um futuro de trabalho, de família, e de envio de riqueza para o seu próprio país e terem, posteriormente, uma velhice mais tranquila.
É, portanto, neste contexto que um jovem, relativamente desconhecido, praticamente imberbe, ainda no início da sua juventude, porém, com uma noção muito forte, do que deveria fazer, para cumprir os valores que, já então, defendia, enquanto cidadão responsável, respeitador, o melhor possível, dos usos, costumes, tradições e Leis do seu país, se confrontava com uma situação da sua própria consciência cívica.
Este jovem minhoto, natural de uma aldeia do concelho de Caminha, oriundo de família pobre, honesta e humilde, antes de tomar a decisão final, aconselhou-se com pessoas que já estavam a cumprir o serviço militar, nomeadamente, um primo seu que conhecia o teatro de guerra no então ultramar, que na época se vivia, concretamente, na Guiné.
Obviamente que conversou com seus pais, de quem careceria da respetiva autorização, dado que aquele jovem ainda era de menor idade, o que, apesar desta circunstância, não o impediu de desenvolver todos os esforços, para concretizar os seus objetivos.
Finalmente, o mancebo teve uma conversa, sobre o destino que deveria dar à sua vida, com seu avô paterno, à época bastante doente, acamado, mas lúcido, que lhe disse o seguinte: “Gostava que fosses para a tropa e, se possível, para a Marinha”. Este encontro ocorreu uns meses antes do falecimento daquele ancião, já quase com noventa anos.
Reunidas informações, conselhos e a autorização dos pais, o jovem tomou a decisão de cumprir o serviço militar, desejavelmente, na Armada Portuguesa, sabendo, à partida, que seria muito difícil ser “apurado” para servir num dos ramos das Forças Armadas muito prestigiado, não só em Portugal, como em todo o mundo, desde há muitos séculos, principalmente, a partir da época dos descobrimentos Portugueses, no século XV.
Ingressar na Armada Portuguesa era, portanto, o sonho, um objetivo a ser alcançado, por este indivíduo acabado de sair da adolescência, mas já com vontade própria, determinação e orgulho pela escolha que estava a fazer, porque ele sabia que teria de enfrentar muitas dificuldades para conseguir vestir uma farda tão prestigiada quando maravilhosa.
Iniciado o processo de candidatura ao ingresso na Armada Portuguesa, com toda a documentação necessária, veio a primeira vitória: o jovem é convocado para prestar provas, nas unidades militares da Marinha, do Alfeite, margem sul do Tejo. Nesse dia, uma imensa alegria se apoderou de um jovem sonhador, que apenas desejava servir o seu país, através do serviço militar na Armada Portuguesa.
As provas para admissão na Armada Portuguesa, fosse para jovens voluntários, como era o caso, fosse para jovens já na idade de cumprir o serviço militar, aos vinte/vinte e um anos, eram muito rigorosas, compostas de um exame médico minucioso, em que todo o corpo em geral e, particularmente, todos os órgãos dos sentidos eram avaliados ao pormenor, seguia-se depois uma avaliação de conhecimentos literários e culturais, na época, há cerca de cinquenta anos, ao nível da quarta classe e, finalmente, as provas físicas com várias modalidades, sobressaindo a natação.
Paulatinamente, uma a uma, aquele jovem foi vencendo todas as etapas para realizar o seu sonho, concretizar um projeto de vida para a sua idade. Chegou ao fim com aprovação em todas as fases deste itinerário, com boa nota, e a satisfação de que de ora em diante seria mais um cidadão com responsabilidades acrescidas, no seu próprio pais.
“NÃO, ao ímpeto das armas; SIM, ao diálogo criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”
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Venade/Caminha – Portugal, 2026
Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
http://nalap.org/Directoria.aspx
TÍTULO DE LORDE, POR MÉRITO CULTURAL” a quem devem ser prestadas as Honras da dignidade atribuída aos membros desta Casa Real de Borgonha – Afonsina, bem como o direito ao uso de armas distintivas. Dado e assinado, no Gabinete do Chefe da Casa Real, em 27 de Dezembro de 2025.
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TÍTULO NOBILIÁRQUICO DE COMENDADOR.
CONDECORADO COM A “GRANDE CRUZ DA ORDEM INTERNACIONAL DO MÉRITO DO DESCOBRIDOR DO BRASIL,
Pedro Álvares Cabral” pela Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística
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