DIMENSÃO SOCIAL DAS EMPRESAS
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segunda-feira, 10 de agosto de 2026
De entre os vários domínios em que uma empresa pode ser auditada, para efeitos da respetiva certificação, pela entidade competente, nas diversas áreas da qualidade, destaca-se, cada vez mais, aqueles aspetos relacionados com a responsabilidade social, onde entram critérios e avaliações do trabalho infantil, cumprimento de horários, discriminação, isto apenas para mencionar alguns.
A norma internacional SA 8.000 é bem explícita, embora, possivelmente, ainda pouco utilizada por muitas empresas, seja por desconhecimento, seja para evitar eventuais despesas, embora estas sejam rapidamente recuperáveis, a partir da obtenção de uma certificação de qualidade neste domínio.
É sabido que a constituição de uma empresa requer diversos conhecimentos, recursos variados, e uma grande determinação para empreender numa área de negócio, previamente especificada.
Frequentemente, a crise mundial dificulta muito a criação de novas empresas e facilita o encerramento diário de centenas, em todo o mundo.
Ser empreendedora/r, em Portugal, em circunstâncias incertas, é um grande risco, se se tiver em conta que:
«Qualquer empresa quando arranca, precisa de tempo para se apresentar, conquistar clientes, desenvolver projectos (…)» (AMARO, 2001:184). Ora, acontece que, no mínimo, no que aos clientes se refere, a situação que resulta do fraco poder de compra, pode, precisamente, destruir, e/ou não deixar crescer a empresa, ou, ainda, quando ela depende de apoios estatais.
Ser empresária/o em nome individual, pressupõe uma postura otimista, relacionamento direto e cordial com: potenciais clientes, fornecedores e autoridades competentes, conhecimento do mercado onde vai desenvolver a sua atividade e, naturalmente, os indispensáveis recursos humanos, financeiros e técnicos, a que devem aliar-se um vasto conjunto de qualidades pessoais.
O empresariado pode equiparar-se, portanto, a uma ciência e a uma arte. Nessa perspectiva:
«Somente traços de personalidade e boas ideias são insuficientes para o sucesso, porquanto há que sedimentar-se todos os ingredientes, num todo coeso, encadeado e harmónico, em que a liderança tem papel preponderante.» (BERNARDI, 2003:306).
Várias são as questões a ter em conta na constituição de uma empresa, na medida em que: para além do produto/serviço, inerente ao seu ramo de negócio, existem, pelo meio, as pessoas, quaisquer que sejam as funções desempenhadas por elas, dentro, e/ou fora da empresa.
O exercício de funções executivas, ou coexecutivas, por exemplo, não deixa de ser uma profissão, obviamente com determinadas características, exigências e rigor, uma delas será interiorizar o conceito segundo o qual:
«A grandeza de uma profissão é talvez, antes de tudo, unir os homens; só há um luxo verdadeiro, o das relações humanas.» (SAINT-EXUPERY na obra “Terra dos Homens”, in: BERNARDI, 2003:128).
Importa, também, aferir-se, com verdade e rigor: quando a empresa é constituída por mais de uma pessoa; qual o nível de conhecimentos específicos de cada sócio do objeto da empresa; qual o grau de relacionamento existente entre os sócios. afigurando-se, igualmente, que o sucesso poderá ser influenciado por princípios, valores e sentimentos, com que cada um participa, pensando-se que a reciprocidade daqueles deve estar sempre presente.
Convirá, portanto, que entre os sócios-empreendedores, ainda antes da constituição da empresa, conversem, intensa, aberta e profundamente, sobre todos os aspetos que, no futuro, se colocarão, que envolvem as diversas dimensões da pessoa humana: sentimental, emocional, social, educacional, responsabilidade, personalidade, entre muitas outras possíveis, precisamente para se evitarem atritos e conflitos, porque:
«Se houver sócios ou familiares na empresa, cada um tem valores e padrões próprios do que seja o trabalho produtivo, sobre as prioridades, do que seja importante, etc., o que, se não for muito bem definido e estruturado nas relações desde o início, cria situações emocionais e fatalmente conflitos.» (BERNARDI, 2003:68).
A dimensão social das empresas, passa pelos recursos disponíveis: financeiros, humanos, técnicos, mas também pela sensação dos respetivos empresários, para estas questões.
As várias sensibilidades para as diferentes dimensões sociais acontecem, ou não, com as pessoas portadoras de princípios, valores e sentimentos, quando a empresa é constituída por mais do que um empreendedor, qualquer um dos sócios deverá abrir-se ao outro, sem reservas, expondo-lhe todo o seu pensamento, em todos os aspetos que possam fazer funcionar melhor a empresa, designadamente, na sua responsabilidade pessoal perante a sociedade.
Assim, no campo económico-financeiro, e nos recursos desta natureza, que se podem obter através das entidades bancárias, por exemplo: deve-se esclarecer logo a disponibilidade de cada uma das partes; depois, no que concerne à admissão de pessoal, identicamente o acordo deverá ficar bem esclarecido, quem vai ser admitido, para que lugar, em que condições, com que deveres e direitos, sendo familiares, ou não; enfim, analisando bem as vantagens e desvantagens para todas as partes envolvidas; também no que respeita aos equipamentos e respetiva tecnologia, que investimentos se deverão fazer, para que a empresa possa arrancar com qualidade e quantidade da sua produção.
Nesta linha de orientações, pode-se considerar, com relativa segurança, que o relacionamento pessoal, entre os sócios, dir-se-á que será uma espécie de “Pedra Filosofal”, na perspectiva daquilo que o futuro da empresa pode oferecer. Nunca será demais recordar que, seja qual for o género dos sócios: masculinos, femininos ou mistos; estado civil: solteiros, casados, viúvos ou divorciados, a abertura, entre todos eles, terá de ser total, sincera e transparente, de tal forma que se possa estabelecer, um laço de amizade e de cumplicidade.
Ninguém pode ficar à “defesa”, só porque tem uma situação civil, por exemplo, casado, separado, viúvo ou solteiro, que, alegadamente, e por via dessa situação, dificulte o bom relacionamento entre os demais. Significa isto que os sócios se devem manifestar ao nível dos seus sentimentos, de uns para com os outros, revelando, ou não, estima, consideração, amizade, ou mesmo “amor de amigo”, este só possível entre pessoas que sentem sincera e genuína afeição recíproca.
Ao partir-se desta posição, já não haverá, no futuro, quaisquer motivos para acusações, abandono da empresa sob a alegação de que não conhecia determinada faceta, posição, sentimento ou valores do outro sócio e, além disso, os comportamentos ficam clarificados e relativamente balizados, embora nunca se possa excluir a subjetividade de valores, afetos e atitudes.
A atitude assertórica é, portanto, fundamental para o sucesso da empresa enquanto tal, bem como dos seus colaboradores, fornecedores, clientes e instituições que com ela se relacionam.
Bibliografia.
AMARO, Cristina, in: CANHA Isabel, (2010). As Mulheres Normais Têm Qualquer Coisa de Excepcional, histórias inspiradas de vidas extraordinárias, Lisboa: Bertrand Editora
BERNARDI, Luiz António, (2003). Manual de Empreendedorismo e Gestão. Fundamentos, Estratégias e Dinâmicas. São Paulo: Editora Atlas, S.A.
“NÃO, ao ímpeto das armas; SIM, ao diálogo criativo/construtivo. Caminho para a PAZ”
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Venade/Caminha – Portugal, 2026
Com o protesto da minha permanente GRATIDÃO
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente HONORÁRIO do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
http://nalap.org/Directoria.aspx
TÍTULO DE LORDE, POR MÉRITO CULTURAL” a quem devem ser prestadas as Honras da dignidade atribuída aos membros desta Casa Real de Borgonha – Afonsina, bem como o direito ao uso de armas distintivas. Dado e assinado, no Gabinete do Chefe da Casa Real, em 27 de Dezembro de 2025.
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TÍTULO NOBILIÁRQUICO DE COMENDADOR.
CONDECORADO COM A “GRANDE CRUZ DA ORDEM INTERNACIONAL DO MÉRITO DO DESCOBRIDOR DO BRASIL,
Pedro Álvares Cabral” pela Sociedade Brasileira de Heráldica e Humanística
https://www.caminha2000.com/jornal/n925/venade.html
EMBAIXADOR CULTURAL PERPÉTUO. BRASIL. ANGOLA. CABO VERDE. GUINÉ BISSAU. MOÇAMBIQUE. S. TOMÉ E PRÍNCIPE. EMBAIXADA CULTURAL BRASIL ÁFRICA. 2025
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Patrono da ALSPA – Academia de Letras de São Pedro da Aldeia- Cadeira Nº 1
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Ministro Conselheiro Lusófono - Gabinete Lusófono de Arte e Cultura
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FUNDADOR IMORTAL. EMBAIXADOR CULTURAL BRASIL-PARAGUAY. NÚCLEO DE CIÊNCIAS, ARTES E LETRAS DO PARGUAY DE ASSUCION PARAGUAY. 2026.
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