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SOMOS APENAS A PASSAGEM



Olhando para este oceano terrestre, cheio de barcas que representam famílias, unidas, conflituosas, desorganizadas ou amantes e harmoniosas, deparo-me com mil e um pensamentos que explodem ao mesmo tempo.
E uma sensação de desequilíbrio emocional ou vontade de recomeçar tudo de novo. Reaprender a andar, a falar, a entender os outros e a perdoar erros milenários...
Mas quem sou eu, para pretender entender o ser humano?! Inspiro profundamente. E se...
Deixo-me invadir por esta brisa morna, que vem do oriente e olho para esta imensidão de dunas, que me rodeiam e a calma volta. A passinhos de lã e abraça-me e envolve-me, neste paraíso improvisado...Sem tenda, nem camelos para o regresso, apenas os meus membros que me trouxeram para aqui e a vontade de me fundir neste mar de grãos de areia, tão similar a nós mesmos...
Somos uma brisa suave sobre a terra, convidados a uma festa sem hora. Como partículas de um tudo e o valor é imenso aos teus olhos Senhor, sem data nem hora.
Esta terra é íman que atrai ganância e dor. Nos mostra o frio e o calor, é o lugar onde se descobre a arrogância sem pudor.
E esquecendo o verdeiro porquê, dedicamo-nos por vezes à abastança e ao terror.
Ainda que este lugar também nos mostre o bem sem filtros, como ser feliz e o oferecer aos outros, gestos de carinho e muito amor.
Quando a terra é bem cuidada, é fértil e oferece abrigo, perfumes e cores de flores em arco-íris discretos, pois é amada.
E dos seus rios, mares e lagos repletos, o sal e a água...alimenta, embala, acolhe cada ser num doce candor.
Das montanhas e caminhos sinuosos, das florestas verdejantes e majestosas, ouvem-se canções de pássaros ofegantes e coloridos de tons subtis, melodias de anjos por entre os ventos e rodopios...E daqui consigo imaginar.
Oh terra carregada de amor...Que das tuas flechas nos trespassas com ardor. Tentas transpor-nos as curvas inebriantes das cores da natureza, perfumada e ousada.
Com os teus vendavais nos transportas sonhos e sentimentos, que não partilhamos por apego, e medo. Ou por não ter consciência...
Materialistas natos, apenas nos importamos com a sobrevivência do hoje, enquanto ela, a terra luta, garantindo a preservação de núcleos isolados de pequenos tesouros inexplorados.
E se por magia descobertos, são partilhados, bem acolhidos, sentidos e estimados, mas por tão poucos...E ela continua fiel...
E sem perdão ou pesar, maravilhas se transformam e se dispersam pelo mundo fora...
São como montanhas gastas pela erosão do tempo, que ganham uma outra beleza, tornando-se dunas douradas, originadas antes por um vulcão excessivo e agora transformadas...
Construímos casas, abrigos, fortalezas com vigor, para proteção... De sabe-se lá que males piores... Ou ainda do próprio homem, por ignorância ou diferença de cor...
Quando em companhia, lutamos por espaço e isolamento, para depois provocados pelo hábito da solidão, da ausência, a consternação, se mudam as cores dos céus e da vida e em momentos de dor, nos fechamos ainda mais e nos perdemos no íntimo do medo e do pavor.
Para por fim encontrarmos um culpado de tanta desgraça intelectual, emocional... E neste ano tanto para chorar...2019 um ano de diferença, de estupor!
Com tão pouco levou tanto!
Não só vidas, mas sobreviventes na dor e no desalento... Como entender que por um sopro, um respiro, um suspiro algo pode matar e desamparar quem cá ficar?! A amarga realidade que nenhum mel poderá mudar e na dor a realidades dementes, perdas brutais, latentes.
E voltei ao hotel, sem me libertar destes pensamentos, que questionam o tudo e o nada e de repente ouço a chamada à oração da mesquita que se avizinha de nós e repenso em outros tempos...
Também de excitação e dúvidas, mesmo se tinham em presença viva, a Solução...
Quando por menos pecados, almas se encontravam trespassadas de dor e arrependimento de não terem tido tempo, de não terem direito a despedidas, a defenderem-se ou a arrependerem-se de pesos que levaram com eles no coração...
Tempos em que se condenava por uma maçã desviada de um cesto, por uma opinião divulgada ou apenas sussurrada entre lençóis e Ele...Ele foi... Por um beijo Judas...
E aquela mãe que apenas o vira crescer tão pouco e já sem tempo o perdia, por entre espinhos e uma coroa...de tantas cores.
Cor de lenha e do vermelho do sangue, de abandono, do desviar do olhar, que do chicote não fugiu, em tiras de pele e carne, que se perdiam pelo caminho em véspera de festa...Nas mesmas ruas cobertas de verdes palmas e louvores ao vinho.
Gritos ao sacrifício e à penitência, talvez de sentimentos. E de toda a urgência de que foram capazes. Apenas humanos, gritando pela morte e a vida! Quando por ira descontrolada e mal dirigida, somos de gritar vorazes:
- Soltem o outro, que deste nos vamos ocupar! Soltem Barrabás!
Quando descobrimos ser os piores... Ó Barrabás de ontem, como te chamarás hoje, amanhã e depois?!
Vidas atormentadas aquelas e as nossas hoje, que, porém, serão substituídas sem distinção pela Sua entrega. Pelo perdido ou pecador, vidas salvas pelo pobre e Salvador.
O Rei, rés, servidor! Serviu-nos e deixou-nos a sua herança.
Hoje são perdidos também seres... Ainda que sejam menos os espinhos da sua coroa.
Serás tu hoje, esse rei de coroa, sem reino ou leis?! Que te aproprias dos corpos e cospes as almas aos reféns?! Pescador de corpos e caçador de almas por desdém...
Que reteremos deste rasgo na película deste filme, que de actores somos todos sem excepção, nem perdão?! Que num sopro nos levas pela mão.
E nós habituados à vida de ilusão, à falta na fartura, não do melhor, mas sim da amargura e da decisão.... Não por defeito, mas por feitio de amador.
Voltaremos nós a ser livres, a cobrirmo-nos de desejos e favores?! Perderemos o tempo em ações sem valor?! Aqueles abraços desprezados, agora tesouros entre mascaras e dores?!
Ou renovaremos o respeito e o amor? E a terra... Ela voltará a chorar de desespero e sofrimento. Por nossos despojos de valores?
Ela, ela por nós, pelo ar, pela água e por todos aqueles que partilham o tudo, sem autoridade, escolha ou poder de novas imagens, numa nova era, de mais cuidado e menos poluição...
Renovará os seus votos de fidelidade e proteção, na dificuldade e na alegria, na riqueza e na pobreza?!
E aos outros...animais que como donos da terra, nem o nome lhes fica bem? Terão eles o devido lugar?!
E defino para mim mesma, que somos apenas a própria passagem, em viagem, entre apeadeiros e a outra margem.
Tomara vestir-me de penas de pomba branca e esvoaçar ao vento, por entre montanhas e a calma na alma ou pela noite a dentro te convidar para uma nova dança.
Elevar-me em espírito e soltar tudo ao relento, oferecer de mim o ajudar, o partilhar e abençoar o destino. Erguer o verdadeiro templo, em mim por dentro...E encher-vos de esperança e alento.
E as estrelas trazê-las para mais perto. Guardar o seu brilho e distribui-lo por certo em tempos incertos, pelos lares e mares de gente à deriva, impotente ou perdida.
No olhar oferecer aquele sentir que trarei no peito e dispersá-lo ao vento, no profundo do homem e sobre a terra. Encontrar a boa razão do ser e do viver, para ti e o outro.
Agarrar naquele cordel de ouro, mel e mirra, que em segredo nos liga, neste universo e nos incendeia no íntimo, nos manipula quando menos esperamos, em desalento e nos procura...
Assim me sinto, em passagem, viagem ou apenas como um instrumento.
Um elemento da Arca de Noé, renovada na da Aliança e da fé. Na imensidão do Éden criado, ser um elemento da sua Criação e ser amado.
E sonhar que somos apenas a passagem da sua mensagem, de Amor e União.
Fiquemos juntos em tempos de aceitação.
2020 o ano de redempção!

Crónicas do viajante na sobrevivência 2020
Ana Mendes
Associada do NALAP




 
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