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Cultura: Expoente Máximo da Pessoa Humana



Pelo estudo do folclore e da etnografia, melhor se pode compreender o passado que: é parte de toda a pessoa; raiz da existência humana; e suporte de uma cultura, neste caso, a portuguesa, a qual se revela no modo de vida de um povo, na sua forma de agir, sentir e pensar, com base num conjunto de princípios, valores, sentimentos e práticas, e que estão adequados à persecução de um ideal.
Ela, a cultura, é sempre uma relação histórica com o passado, um reviver no presente, e numa direção para o futuro. O ser humano é portador da cultura do passado, mas também produtor de uma cultura do presente, que se acumula em princípios, valores, normas, ideias, sentimentos e emoções, que, inevitavelmente, se transmitem aos vindouros, numa linha para o porvir.
Portugal, talvez mais do que nunca, tendo vindo a atravessar várias crises (2008-2020), também de natureza cultural, muito profundas, consoante as abordagens que se façam e a perspetiva que se pretenda publicitar. Certo é que, efetivamente, o português de hoje (2018), parece revelar um certo complexo do passado, parecendo ignorar o perfil temperamental que o carateriza.
Por vezes, evidencia que se procura omitir determinados conhecimentos do pretérito, valorizam-se banalidades, ditas vanguardistas, e ironiza-se, depreciativamente, muitos princípios, valores, sentimentos e práticas fundamentais, buscando, afinal, sob a capa de um modernismo, dito original, inovar e recriar costumes e situações que, desde há séculos, foram parte integrante das tradições e cultura portuguesas. Mas, apesar disso, a crise revela-se mais acentuadamente no facto de o homem atual não saber o que quer, não possuir ideais pelos quais lute, e nos quais se venha a sentir realizado, como pessoa verdadeiramente humana.
O homem português tem que, face aos poderosos meios científicos e técnicos ao seu alcance, assumir a sua cultura, com tudo o que ela comporta, sem vergonhas, nem complexos, retirar do esquecimento as suas seculares tradições, recapitular o mundo antigo, antecipar para o futuro o classicismo greco-romano, do qual, e de resto, nasceram valores inestimáveis, nomeadamente: a Honra, o Respeito, o Humanismo, o Direito, a Justiça, a Liberdade, a Igualdade, a Fraternidade, entre muitos outros, hoje tão ignorados, ou ridicularizados, ou pelo menos, não assumidos.
Neste caso, todos aqueles grandes princípios, valores e sentimentos que, o Cristianismo, entre outras religiões, encerra, consubstanciados no Amor, na Verdade, na Solidariedade, na Lealdade, na relação antropológica do “Eu-Tu”, sob a Luz de um Ser Absoluto e Supremo, que de facto tudo fundamenta, é que dão esta dimensão inigualável da pessoa verdadeiramente humana.
Apesar do que fica escrito, a cultura portuguesa não está, ainda, completamente degradada, porque os cidadãos, inseridos numa civilização do tipo ocidental, conseguem, não obstante os vários movimentos supernacionalistas, manter uma certa referência ao passado, e uma distinção em reação a outros tipos civilizacionais e, como que “renascendo das cinzas”, mostrar aos parceiros internacionais um valioso património cultural, com base no sentimento emocional que carateriza a cultura portuguesa.
Esta cultura nacional é um processo de valorização do humano, mais de formação de caráter do que transmissão de saberes, dentro de um rigoroso conceito de humanismo, através da arte, da literatura, da filosofia e do vasto leque das outras ciências sociais e humanas.
Exatamente, dentro deste espírito, parece lógico e razoável que os governantes portugueses, independentemente das ideologias político-partidárias, dinamizem todo um processo educacional, em ordem à assunção dos valores mais tradicionais, e também em relação à salvaguarda dos princípios universais aceites pelo conjunto das nações.
Nesse sentido, justificam-se, plenamente, a desilusão, praticamente generalizada, sobre a desvalorização que certas disciplinas vêm tendo nos currículos do ensino em Portugal. A pouca carga horária, por exemplo, atribuída à disciplina de Filosofia, provoca, seguramente, uma certa “acefalia” no pensamento português, reduzindo a pessoa a uma mera máquina do sucesso material, robotizando-a naquilo que ela tem de mais profundo e livre que é o seu próprio pensamento, o seu “Eu”, a sua capacidade crítica, afinal, parte integrante da cultura.
É indubitável que, nas horas mais difíceis, deve triunfar a parte melhor que existe dentro da pessoa verdadeiramente humana, mas para que tal se verifique ela deve possuir formação humanística, deve ser culta e, na posse destes dois elementos, ela será, obviamente, solidária, amiga, leal, compreensiva, tolerante, inteligente, encontrando as soluções corretas e justas, para os problemas mais delicados.
O homem sem cultura é como um prisioneiro de preconceitos absurdos, isolado do seu contexto histórico, cultural, social e também religioso. A Cultura dá esperança ao homem e esta é a “última a morrer”, constituindo, por isso mesmo, uma saída para as crises, e para a projeção de um futuro mais promissor, porque sem esperança o homem não tem destino, não idealiza um projeto de vida, e jamais alcançará a felicidade suprema da realização pessoal, enquanto pessoa humana, de deveres e direitos, enquanto “animal de cultura”, dotado de inteligência e vocacionado para as mais elevadas realizações ecuménicas.

James Last: https://youtu.be/Us__3y6S3VA

Venade/Caminha – Portugal, 2020
Com o protesto da minha perene GRATIDÃO
Diamantino Lourenço Rodrigues de Bártolo
Presidente do Núcleo Académico de Letras e Artes de Portugal
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